“E antes de falar no Fundo de Compensação destinado à implantação da bioeconomia, as indústrias tem repassado, entre outros fundos e contribuições, fortunas para o FNDCT, o Fundo de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da União Federal, frequentemente contingenciados ou aplicados em outras regiões. O CBA está precisando desse capital para empinar seus voos de inovação, ciência e tecnologia de verdade, rumo à prosperidade geral e sustentável. O polo de bioeconomia, portanto, longe de substituir a indústria instalada no Amazonas, deve diversificar, interiorizar e consolidar, definitivamente, a malha industrial local, um dos melhores acertos da Zona Franca de Manaus.”
Na parceria CIEAM-CETAM, há quase duas décadas, definíamos em conjunto o perfil da demanda educacional e cada empresa contratava as vagas de que precisava. Os cursos ocorriam na própria empresa e os trabalhadores, em pouco tempo, galgavam os degraus da qualificação. Ficaram legados e lições de extrema relevância que podem ser resumidos no slogan Obama: Sim, nós podemos!
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“Parte dos recursos gerados pela indústria, que todos saibam, ampara o PPBio, Programa Prioritário de Bioeconomia, e seu contraponto tecnológico, o Programa Prioritário de Tecnologia da Informação e Comunicação, além dos programas de formação de empreendedores e da qualificação de recursos humanos. O plano B da ZFM, portanto, é um só: avançar o plano A de Adensamento, diversificação e regionalização do desenvolvimento”.
É de extrema importância que o universo acadêmico esteja totalmente alinhado com os avanços tecnológicos. Na equação entre economia e academia, indústria 4.0 precisa profissionais qualificados para poder empinar. Este é o posicionamento de Sérgio Capela, um gestor por vocação e mérito, com três décadas de batente na ZFM. Ele é do tipo que não foge dos desafios da indústria e da sociedade amazonense e amazônida. Durante a pandemia, circulava pelas instituições sociais de Manaus, distribuindo cestas de alimentos para os segmentos mais vulneráveis alcançados pela COVID-19. Conselheiro do CIEAM, sua liderança se destaca pela defesa da certificação das empresas e sua inserção no mercado internacional.
“E foi na porta do INPA que o CIEAM foi bater para buscar o conhecimento dos impactos provocados pela indústria no meio ambiente amazônico. Como resultado, já podemos dar a boa notícia de que é possível demonstrar por A+B que as empresas industriais da ZFM ja podem preparar sua certificação de descarbonização climática.”
“Nos últimos anos, entre os temas da infraestrutura competitiva, o CIEAM reforçou sua Comissão de Logística, onde essa questão toma corpo e mobiliza atores do setor privado, da academia e poder público. Teses de qualificação acadêmica, debates de fôlego, com acaloradas discussões, já permitiram o detalhamento de saídas com novas estratégias, rotas e parcerias, e preparação dos mecanismos e do protagonismo necessários à mudança. Afinal, a nova Zona Franca de Manaus precisa de infraestrutura competitiva e isso é atribuição legal da União, a maior beneficiária na partilha dos ativos.”