Desmatamento ilegal no Brasil pode levar a multas no Reino Unido

Um dia após a JBS ter ultrapassado a Petrobras em valor de mercado, o governo britânico deu o pontapé inicial na tramitação de uma lei que, se aprovada, poderá afetar os negócios desta e de outras gigantes do setor de proteína animal que não fazem o rastreamento completo de suas cadeias de fornecimento de animais para abate.

Carne bovina, soja em grão e óleo de soja – três das dez commodities que o Brasil mais exportou para o Reino Unido no último ano – estão na lista de produtos com risco de desmatamento considerados pelo projeto de lei que está em consulta popular no site do governo britânico até 5 de outubro. Se aprovada, a lei obrigará as empresas britânicas a garantir a origem dessas e de outras commodities, como cacau, couro, borracha e óleo de palma, bem com o cumprimento da lei dos seus países de origem. O governo do Reino Unido informou que as empresas serão multadas se não cumprirem as eventuais novas regras.

A julgar pela disposição dos britânicos, a lei será aprovada: pesquisa do WWF citada pela BBC diz que 67% dos consumidores britânicos querem que o governo faça mais para resolver o problema do desmatamento e cerca de 81% dos entrevistados disseram que deveria haver maior transparência sobre as origens dos produtos importados para o Reino Unido. Estadão, Folha, Valor, Ecodebate, Guardian e Financial Times também deram a matéria.

Em tempo: Já foram dados os primeiros passos para a criação de uma Força-Tarefa para Divulgações Financeiras Relacionadas à Natureza (TNFD) em 2021. O estabelecimento de uma estrutura de relatórios para os impactos e dependências do setor financeiro em relação à natureza, complementando a já existente Força-Tarefa sobre Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima, é visto como um fator crítico para conter as perdas de biodiversidade e de ecossistemas. A iniciativa é coordenada pela Global Canopy, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP FI) e o WWF, conta com o apoio informal do Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável e já teve a adesão de AXA, BNP Paribas, DBS Bank Ltd, Coöperatieve Rabobank U.A., FirstRand Group Ltd, International Finance Corporation, Standard Chartered, Storebrand Asset Management, Yes Bank e Banco Mundial.

Fonte: climainfo

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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