Desmatamento e queimadas: o Brasil real bate à porta de Bolsonaro na ONU

Enquanto Bolsonaro pintava la vie en rose na Assembleia Geral da ONU, uma expedição de ambientalistas na Amazônia mostrou os sinais da destruição da floresta. Em sobrevoo nos municípios de Porto Velho (RO) e Lábrea (AM), eles captaram o avanço do desmatamento e das queimadas em uma das áreas mais afetadas pela devastação nos últimos meses. Além da vegetação derrubada e queimada, as imagens mostram restos de garimpo, pistas clandestinas de pouso aéreo, e cabeças de gado ocupando pasto recém-limpo.

“As imagens não mentem, já não podemos dizer o mesmo do discurso do presidente na ONU”, comentou Stela Herschmann, do Observatório do Clima, uma das organizações participantes da Aliança Amazônia em Chamas, responsável pela expedição. O grupo também é formado pela Amazon Watch e pelo Greenpeace Brasil. O Globo Rural também destacou as fotos da expedição na Amazônia.

Ainda sobre o discurso de Bolsonaro na ONU, G1 e Veja ouviram ambientalistas e especialistas para contextualizar e fazer fact-checking da fala presidencial.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

A responsabilidade de defender o Amazonas

Há 47 anos, o CIEAM defende a indústria e...

Bolsonaro abriu espaço para o crime avançar na Amazônia, apontam pesquisas

Estudos relacionam políticas do governo Jair Bolsonaro ao avanço do crime organizado na Amazônia.

Idesam reforça prevenção e combate a incêndios em Apuí e Careiro Castanho

Idesam reforça brigadas de Apuí e Careiro Castanho com equipamentos para prevenir incêndios florestais e proteger comunidades no Amazonas.

Queimadas no Amazonas: Mais de 79% dos focos de outubro estão em imóveis rurais privados 

Queimadas no Amazonas: 79% dos focos estão em imóveis privados. Possível relação entre avanço do fogo e contexto eleitoral é investigada.

Multas por incêndios no Amazonas chegam a R$ 2 milhões em sete dias de operações

Incêndios no Amazonas levam a R$ 2 milhões em multas e embargo de 250 hectares. Ibama registra 19 autos de infração em sete dias.