Desmatamento na Amazônia diminui 29% em janeiro, aponta INPE

Em janeiro, a Amazônia perdeu área equivalente a Vitória-ES, mas registra terceira menor taxa de desmatamento desde 2016, com destaque para os desafios em Roraima e Amazonas.

Conforme os dados mais recentes divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) nesta sexta-feira (9), o mês de janeiro deste ano testemunhou alertas de desmatamento abrangendo 118,86 km² da Amazônia. Essa extensão de área desflorestada supera ligeiramente a dimensão de Vitória, capital do Espírito Santo, conhecida por ser a menor capital brasileira.

Desmatamento na Terra Indigena Karipuna Amazonia RO Rogerio Assis Greenpeace

Este índice sinaliza um decréscimo de 29% em comparação ao mesmo intervalo do ano passado, que viu 166,6 km² de área amazônica desmatada. Essa estatística do INPE se posiciona como a terceira mais baixa para o mês de janeiro desde o começo dos registros em 2016.

Estados com maior alerta

No detalhamento por estados, Roraima e Pará lideram com as áreas mais significativas em estado de alerta, com 32,4 km² e 32,3 km², respectivamente. Seguindo-os, Mato Grosso com 30 km² e Amazonas com 16 km² ocupam a terceira e quarta posições na lista de estados com as maiores extensões sob alerta de desmatamento.

Greenpeace realizou sobrevoos no sul do Amazonas e no norte de Rondonia para monitorar desmatamento e queimadas na Amazonia em julho de 2022. Foto Christian Braga Greenpeace 1
foto: Christian Braga/Greenpeace

Áreas protegidas

De acordo com a Sala de Situação, outra ferramenta do INPE, em Roraima, 21,4% do desmatamento identificado ocorreu em zonas protegidas ou em áreas sobre as quais ainda não há informações claras: 15,3% em Florestas Públicas Não Destinadas, 2% em Terras Indígenas, 0,6% em Unidades de Conservação e 3,5% em regiões sem dados fundiários específicos.

https://brasilamazoniaagora.com.br/2024/novo-estudo-amazonia-colapso/

Roraima, juntamente com o Amazonas, é apontado como a “nova fronteira do desmatamento na Amazônia”. Apesar de grande parte de suas florestas permanecer intocada, o estado enfrenta desafios significativos devido à exploração madeireira, à grilagem de terras, à pecuária e à produção de soja.

Com informações d’O Eco

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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