Declaração de apoio do Centro da Indústria do Estado do Amazonas ao Setor Comercial da ZFM

Em resumo, a declaração de Luiz Augusto Rocha reflete um apelo para que haja um diálogo mais aprofundado entre empresários, líderes regionais e parlamentares para ajustar o PLP 68/2024, de forma a garantir que a ZFM e as ALCs possam manter seus incentivos fiscais e continuar contribuindo para o desenvolvimento econômico da região e ao setor comercial em especial.

Declaração de apoio do Centro da Indústria do Estado do Amazonas ao Setor Comercial da ZFM

Leia a declaração a seguir:

Em Defesa da Zona Franca de Manaus e das Áreas de Livre Comércio

Num cenário crítico para a Zona Franca de Manaus (ZFM) e as Áreas de Livre Comércio (ALC), venho a público expressar meu total apoio às reivindicações do setor comercial, referentes as deliberações em torno do Projeto de Lei Complementar (PLP) Nº 68/2024 e seu Substitutivo, onde não foram consideradas necessidades específicas de nossa região, colocando em risco a integridade e a sustentabilidade do programa ZFM.

Nos termos do Decreto 288/67 e dos estatutos constitucionais, a Zona Franca de Manaus é um programa integrado que abrange atividades industriais, comerciais, de serviços e do setor agropecuário. Qualquer alteração em uma dessas componentes ameaça a integridade do conjunto do programa, comprometendo décadas de desenvolvimento econômico sustentável e a geração de empregos em nossa região.

O diálogo entre empresários, líderes e representação parlamentar regional se impõe e pode resultar em regulamentação que não prejudique nossa competitividade. A ZFM e as ALCs dependem de incentivos fiscais específicos para atrair investimentos e fomentar o desenvolvimento regional.

A imposição de tributos como o IBS e o CBS, sem considerar as isenções e imunidades necessárias, pode eliminar o diferencial competitivo da nossa região. Isso pode levar a uma retração econômica significativa, com perda de investimentos e empregos.

A falta de consideração das demandas de um dos pilares da ZFM inevitavelmente pode resultar em impactos negativos de grandes proporções. Precisamos da união e da mobilização de todos os nossos representantes para garantir a defesa dos interesses da ZFM e das ALCs.

Luiz Augusto Barreto Rocha é advogado, CEO das empresas BDS Confecções e Fio de Água, Lavanderias, é presidente do Conselho Superior do CIEAM, conselheiro da Abit e da UEA. 

Luiz Augusto Barreto Rocha 2
Luiz Augusto Rocha
Luiz Augusto Rocha
Luiz é advogado, empresário, presidente do Conselho Superior do CIEAM e vice-presidente da FIEAM.

Artigos Relacionados

El Niño no Brasil: Governo federal exige planos de prevenção dos estados em 30 dias 

El Niño no Brasil leva União a cobrar planos de prevenção contra incêndios, seca e impactos em lavouras, alimentos e energia.

34% das plantas da Amazônia usadas por povos tradicionais podem desaparecer 

Estudo alerta que 34% das plantas da Amazônia usadas por povos tradicionais podem desaparecer com a crise climática até 2080.

Quando a transparência deixa de ser exceção

A convivência saudável nasce quando falar a verdade deixa...

Emissões globais por incêndios atingem o menor nível em 24 anos, diz Copernicus

Emissões globais por incêndios caem ao menor nível em 24 anos, mas El Niño, IA e aquecimento mantêm alerta climático.