Crise climática: ONU reforça urgência da redução imediata das emissões de metano

A ONU divulgou na semana passada um aguardado relatório sobre o impacto do metano na situação climática do planeta. Alguns pontos desse documento tinham sido antecipados no começo da semana, mas as novas informações reforçam a gravidade do quadro: o mundo precisa reduzir o quanto antes as emissões de metano, sob o risco de inviabilizar as metas climáticas definidas sob o Acordo de Paris.

A Avaliação Global do Metano, feita pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA) junto com a Climate and Clean Air Coalition (CCAC), indicou que as emissões deste potente gás de efeito estufa podem ser reduzidas em até 45% até 2030, o que evitaria quase 0,3oC de aquecimento global até 2045. A redução também permitiria evitar mais de 260 mil mortes prematuras, 775 mil internações hospitalares, 73 bilhões de horas de trabalho perdidas devido ao calor extremo e 25 milhões de toneladas de perdas anuais de safra.

O relatório observa que a maior parte das emissões de metano causadas pela humanidade vem de três setores econômicos. No setor de combustíveis fósseis, a extração, processamento e distribuição de petróleo e gás respondem por 23%, e a mineração de carvão responde por 12% das emissões. No setor de resíduos, os aterros e águas residuais representam cerca de 20% das emissões. No setor agrícola, as emissões do gado provenientes do estrume e da fermentação entérica representam cerca de 32% e o cultivo do arroz 8% das emissões. O documento também elenca medidas imediatas que podem ajudar a cortar as emissões de metano nos próximos anos, especialmente nos setores de combustíveis fósseis e agricultura.

O relatório foi destacado por CNBC, Financial Times, Guardian, Reuters e Sky News.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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