Construção de cisternas no Nordeste cai 94% em seis anos

O maior programa de cisternas do mundo, reconhecido internacionalmente por seus resultados no combate à insegurança hídrica no sertão do Nordeste, está agonizando. No UOL, Carlos Madeiro mostrou que o número de cisternas construídas em 2020 atingiu seu pior patamar desde o começo do programa, em 2003: apenas 8.310 equipamentos foram construídos no ano passado, uma queda de 73% em relação a 2019 (30.583). Na comparação com 2014, ano em que o programa atingiu seu maior número de construções (149 mil) a diferença é ainda mais abissal: queda de 94,5%.

O Programa Cisternas vem sofrendo com cortes orçamentários nos últimos anos, que se refletiram no ritmo de construção dos equipamentos. No entanto, essa queda acontece em um momento crítico, com a pandemia forçando as pessoas a se manter em suas casas e a adotar procedimentos de higiene manual mais frequentes – o que torna o acesso à água potável ainda mais fundamental.

Em tempo: O IBAMA contestou a conclusão de um estudo apresentado pela concessionária Norte Energia e deve manter a determinação para que a usina de Belo Monte libere água em volume máximo no rio Xingu ao longo da próxima semana. Desde o começo de fevereiro, por exigência do IBAMA, a usina está operando com vazão de 10,9 mil metros cúbicos por segundo. No entanto, a companhia recorreu ao governo federal para que essa decisão fosse flexibilizada, para permitir uma vazão de, no máximo, 1,6 mil m3 por segundo. Segundo a Norte Energia, a vazão imposta pelo IBAMA inviabiliza a geração de energia elétrica por Belo Monte. O Estadão deu mais informações.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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