Como os bancos de couro dos veículos de luxo impulsionam o desmatamento na Amazônia

O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de carne bovina, mas a proteína animal não é a única coisa que o país tira de seu rebanho – o couro também é um produto valorizado e bastante comercializado, especialmente para indústrias do segmento de luxo dos Estados Unidos, Europa e Ásia.

Tal como acontece no comércio de carne, as empresas que compram o couro brasileiro não contam com mecanismos efetivos de garantia da legalidade de sua origem, especialmente no que diz respeito a áreas desmatadas ilegalmente. A lacuna implica comercialização de toneladas de couro produzidas de maneira ilegal pelos produtores brasileiros todos os anos, que são usadas em produtos como bancos automotivos, móveis e roupas de alto padrão.

No NY Times, os repórteres Manuela Andreoni, Hiroko Tabuchi, Albert Sun e Victor Moriyama investigaram como os mercados de luxo nos países desenvolvidos seguem impulsionando a devastação ambiental nos países pobres, bem como causando e intensificando conflitos fundiários na Amazônia brasileira.

As principais vendedoras de couro brasileiro são as mesmas gigantes que concentram as exportações de carne no Brasil: JBS, Marfrig e Minerva. As lacunas e as omissões destas empresas no comércio de carne são semelhantes àquelas apresentadas no comércio de couro: falta de fiscalização e transparência, critérios pouco exigentes e mecanismos falhos permitem que o couro ilegal seja vendido no mercado internacional sem qualquer restrição.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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