Chuvas oriundas da Amazônia são responsáveis por 75% do PIB brasileiro

Em entrevista essa semana, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima Marina Silva destacou a importância da Amazônia para uma imensa parte da economia do país, entenda:

Marina Silva, titular da pasta do Meio Ambiente e Mudança do Clima, não mediu palavras ao enfatizar o papel vital da Floresta Amazônica tanto para o Brasil quanto para o equilíbrio climático mundial.

“Nosso PIB sul-americano é altamente influenciado pelas chuvas geradas por esta floresta. Se a desforestação continuar, nosso sistema climático corre riscos. A Amazônia é nossa linha de defesa contra a desertificação”, declarou Silva.

Tais observações foram feitas durante sua aparição no “Bom dia, Ministra”, uma colaboração entre a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e a Empresa Brasil de Comunicação.

Em um debate que durou cerca de uma hora, Silva discorreu sobre assuntos variados, incluindo a recente Cúpula da Amazônia, um evento que contou com líderes de nações que integram a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica, assim como representantes de outros países e da próxima COP28, a ser realizada em Dubai.

Entenda o que são os RIOS VOADORES

Veja os principais pontos da entrevista:

A Cúpula da Amazônia

Após mais de uma década sem encontros entre os líderes sul-americanos, a Cúpula da Amazônia tornou-se um fórum para discutir desafios regionais, como desmatamento e proteção às comunidades indígenas. Silva ressaltou a colaboração entre governos e sociedade civil, indicando que o evento resultará em dois comunicados oficiais refletindo as visões de ambos.

Rumo ao Desmatamento Zero

“O Brasil tem a meta de eliminar o desmatamento até 2030”, afirmou Silva. Ela elogiou as ações intensivas de órgãos como o Ibama e o ICMBIO, que resultaram em uma diminuição significativa no desmatamento nos últimos meses.

A floresta Amazonia vista de cima. foto Agencia Brasil 1
foto: Agencia Brasil

Preservação da Amazônia

A ministra enfatizou que a Floresta Amazônica não pode alcançar um “ponto de irreversibilidade”. Se mais de 25% da floresta for desmatada, os efeitos serão catastróficos, afetando a precipitação e o equilíbrio climático global.

Monitoramento

Marina Silva destacou a importância do monitoramento por satélite no rastreamento do desmatamento e salientou que o governo atual age prontamente quando alertado sobre áreas em risco.

Agricultura e Conservação

Enquanto o agronegócio é essencial para a economia brasileira, Silva enfatizou a necessidade de transição para práticas agrícolas mais sustentáveis. Ela citou o Plano Safra como um meio de promover esta transição, incentivando práticas de baixa emissão de carbono.

agricultura foto Marios Gkorsilas Unsplash
foto: Marios Gkorsilas/Unsplash

Valorizando os Povos Indígenas

Silva reconheceu que as áreas florestais melhor preservadas estão sob a gestão de comunidades indígenas e populações tradicionais. Ela defendeu a demarcação de terras indígenas como meio de proteger essas comunidades e o meio ambiente.

Desafios do Cerrado

Referindo-se ao Cerrado como a “caixa d’água do Brasil”, Silva falou sobre os esforços em andamento para reduzir o desmatamento nesta região, crucial para a agricultura e biodiversidade.

Futuro da gestão florestal

Com planos para recuperar grandes extensões de florestas degradadas, a ministra anunciou que o atual governo planeja conceder mais terras para manejo florestal sustentável, visando benefícios econômicos e ambientais.

Assista a entrevista na íntegra em:

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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