Durante o tempo desaparecido em área remota na Amazônia, o caçador Magnilson sobreviveu alimentando-se exclusivamente de buriti e dormindo em árvores para escapar de animais selvagens
Após 51 dias desaparecido, o caçador Magnilson da Silva Araújo, de 34 anos, foi encontrado com vida e resgatado na última quarta-feira (28) em uma área remota na Amazônia, no Ramal do Tumbira, interior do Amazonas. O desaparecimento ocorreu em 7 de abril, durante uma caçada próxima ao km 50 da rodovia AM-352, entre Manacapuru e Novo Airão, quando ele se separou de seus dois companheiros e não conseguiu reencontrar o caminho de volta.

Durante o tempo em que permaneceu perdido na mata, Magnilson sobreviveu alimentando-se de buriti, um fruto abundante na região da floresta amazônica, e dormindo em árvores para escapar de animais selvagens. Em momentos de maior desespero, segundo o g1, também consumiu animais crus: uma perema — espécie de tartaruga de água doce — e siris de igarapé.

Com o passar do tempo e a piora de seu estado físico devido à desidratação e falta de nutrientes, o caçador passou a dormir no chão, ainda mais vulnerável. De acordo com familiares, Magnilson caminhou cerca de 5 km até chegar a uma área habitada, onde moradores locais o encontraram e prestaram os primeiros socorros. Eles acionaram imediatamente o Corpo de Bombeiros, que deu sequência ao resgate e garantiu seu encaminhamento para atendimento médico.
Ele foi levado para atendimento médico e, apesar do estado debilitado, está consciente e se recuperando.
