Todos os anos, Brasil joga 3,44 toneladas de plástico rumo ao Atlântico

Campanhas da sociedade civil se organizam pra tentar reverter esse cenário sistemático de poluição da biodiversidade com toneladas de plástico

O Brasil que cada vez mais se notabiliza por uma ainda não alcançada liderança global na pauta ambiental, agora enfrenta um crescente desafio ecológico: 3,44 milhões de toneladas de resíduos plásticos produzidos anualmente podem estar se dirigindo para o Oceano Atlântico.

O Enorme desafio do lixo plástico

A magnitude do problema é impressionante: imagine 344 mil caminhões de lixo repletos de plástico. Além disso, dos 10,33 milhões de toneladas de plástico produzidas pelo país, quase um terço é mal gerenciado.

Conforme um estudo publicado na revista Marine Pollution Bulletin, essa problemática coloca o Brasil na 16ª posição no ranking dos países que mais poluem mares e oceanos, sendo também um dos 20 maiores produtores de resíduos plásticos descartáveis globalmente.

Todos os anos, Brasil joga 3,44 toneladas de plástico rumo ao Atlântico
foto: Naja Bertolt Jensen/Unsplash

Cidades líderes em resíduos indesejados

As grandes metrópoles, como Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza e Salvador, são as principais geradoras de resíduos plásticos que não têm um destino apropriado. No entanto, quando analisamos a quantidade de lixo per capita, cidades como Arroio do Sal e Xangri-lá, no Rio Grande do Sul, e Ubatuba e Bertioga, em São Paulo, estão no topo da lista.

Principais rotas de poluição

Os resíduos têm várias maneiras de encontrar o caminho até o oceano. Seja através de drenagem urbana, esgotos ou corpos d’água, a trajetória de poluição é especialmente elevada a partir de cidades litorâneas. Regiões como a Baixada Santista, a Lagoa dos Patos, a Baía da Guanabara e o delta do Parnaíba são pontos críticos.

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Foto: Gabriela Otero

Iniciativas para conter o “Tsunami de Plástico”

O estudo faz parte do programa Blue Keepers, uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) que visa combater a poluição plástica. Além disso, mais de 60 organizações civis uniram forças na campanha “Pare o Tsunami de Plástico”, buscando pressionar o Congresso Brasileiro a aprovar o Projeto de Lei 2524/2022. Este projeto visa estabelecer uma “economia circular” para o plástico no país, acabando com a produção de plásticos descartáveis e garantindo que todos os produtos plásticos sejam reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis.

Implicações globais e riscos à saúde

O impacto global é alarmante: a ONU estima que a cada minuto, até dois caminhões de resíduos plásticos são despejados nos oceanos. Esta poluição não só ameaça ecossistemas, mas também a saúde humana. Existem evidências crescentes da presença de microplásticos em diversas partes do corpo humano.

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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