Biorrefinaria – Zona Franca de Manaus abre as portas ao Diesel Verde

Reveste-se de grande importância para a ZFM e para a economia do Estado a implantação desse empreendimento que contribuirá para a melhoria da vida no interior, gerando empregos e impactos positivos para o desenvolvimento da Região, redução do desmatamento e recuperação de áreas degradadas.

Antônio Silva
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A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou pela Resolução ANP n° 842/2021, especificações do diesel verde, possibilitando desta forma a produção e venda desse novo combustível no País. Também viabiliza a produção e venda de bioquerosene de aviação que será gerado a partir da produção do diesel verde nas biorrefinarias.  A Brasil BioFuels (BBF) e a Vibra Energia, antiga BR Distribuidora, aproveitando-se de que o Brasil ainda não produz diesel verde, firmaram contrato de compra e venda, que projeta a implantação na Zona Franca de Manaus (ZFM) de uma biorrefinaria pela BBF, investimento estimado em mais de R$1,8 bilhão e a aquisição de 100% da produção pela Vibra.

Biocombustível - Vantagens e desvantagens do seu uso
Foto: depositphotos

Essa união perfeita consolida a BBF como a principal produtora de biocombustível na América Latina e a Vibra como a maior distribuidora do diesel verde no mercado, ao utilizar sua logística e estrutura de comercialização. A BBF projeta a capacidade inicial da biorrefinaria em 500 milhões de litros/ano de diesel verde, a partir da primeira fase em janeiro de 2025 e coloca o Brasil no seleto grupo de oito países no mundo, produtores de “combustíveis avançados”.

O projeto prevê até 2026 o plantio de 120 mil hectares de palma em áreas degradadas, garantindo matéria-prima para o diesel verde que reduz em até 90% a emissão de gases efeito estufa. Será desenvolvido a partir de uma estrutura verticalizada, com etapas de cultivo e manejo da matéria prima, beneficiamento de óleo, produção de biodiesel e geração de energia elétrica. O HVO (óleo vegetal hidrotratado – Hydrotreated Vegetable Oil) deverá substituir o diesel fóssil na Região Amazônica, auxiliando na descarbonização da economia e na transição para fontes energéticas mais limpas e renováveis, favorecendo o desenvolvimento econômico.

Governo e ONG norte americana iniciam plantio de dez mil mudas para  recuperação de área degradada
Foto: Ruraltins/Governo do Tocantins

O diesel renovável é quimicamente mais estável que o biodiesel com uma série de vantagens, não contém glicerina nem contaminantes metálicos e suas moléculas são iguais às do óleo diesel mineral. Pode ser misturado ao óleo diesel sem restrições e não apresenta problemas de compatibilidade com as infraestruturas e motores de veículos já existentes e com as novas gerações de motores a diesel. Também apresenta maiores estabilidades térmicas e à estocagem, além de elevado número de cetano, propriedade que mede a qualidade de ignição em motores diesel.

Fazendo um comparativo entre os volumes de diesel, gasolina e etanol comercializados no Brasil no ano de 2015, o consumo de diesel representou aproximadamente 54% de todo o combustível comercializado no país. A introdução do biodiesel na matriz energética brasileira se deu em 2005 e, após uma década, o Brasil já é o 2º maior mercado do mundo. Portanto reveste-se de grande importância para a ZFM e para a economia do Estado a implantação desse empreendimento que contribuirá para a melhoria da vida no interior, gerando empregos e impactos positivos para o desenvolvimento da Região, redução do desmatamento e recuperação de áreas degradadas.

Antonio Silva
Antônio Silva presidente da FIEAM e vice presidente da CNI
Antônio Silva
Antônio Silva
Antônio Silva é administrador de empresas, empresário e presidente da Federação das Indústrias do estado do Amazonas e vice presidente da CNI.

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