Mais que acessório: biojoias preservam Amazônia e incentivam empoderamento feminino

Com o objetivo central de manter a floresta em pé, as biojoias valorizam o reaproveitamento de recursos da natureza sem provocar desmatamento, transformando o que seria rejeito em peças únicas de beleza e significado

Sustentabilidade tem tudo a ver com arte e mostrar essa conexão na prática é um dos objetivos do projeto Preciosa Amazônia. Nascida em Parauapebas, no sudeste do Pará, a iniciativa promove transformação social ao incentivar o empoderamento feminino e gerar renda para mulheres da região. Tudo isso é feito por meio da produção de biojoias artesanais feitas com materiais naturais como sementes, cascas e madeiras descartadas.

Com o objetivo central de preservar a floresta em pé, o projeto valoriza o reaproveitamento de recursos da natureza, sem provocar desmatamento, transformando o que seria rejeito em peças únicas de beleza e significado. Ao unir proteção ambiental, economia criativa e protagonismo feminino, o Preciosa Amazônia tem levado suas sementes de esperança muito além das fronteiras brasileiras.

“A gente não derruba, não queima. A gente transforma. Cada peça nasce do respeito à natureza e ao seu ciclo”, explica Sandra Brasil, associada e porta-voz da iniciativa em entrevista ao portal Pebinha de Açúcar.

Mais que acessório: biojoias da floresta mantêm a Amazônia em pé e incentivam empoderamento feminino.
Mais que acessório: biojoias da floresta mantêm a Amazônia em pé e incentivam empoderamento feminino | Foto: Reprodução/Portal Pebinha de Açúcar

A Preciosa Amazônia vai além da geração de renda: por meio de capacitações e oficinas inclusivas, a iniciativa oferece oportunidades especialmente para mulheres em situação de vulnerabilidade social, mas também abre espaço para todos que desejam reaprender com a floresta e se reconectar com suas raízes.

Além da produção artesanal, o projeto de biojoias adota práticas ecológicas também na coleta das matérias-primas. A associação segue um princípio fundamental de respeito à natureza: coletar no máximo 30% das sementes disponíveis, garantindo que o ciclo de reflorestamento natural seja mantido e que os animais silvestres não sejam privados de sua fonte de alimento.

Essa abordagem consciente reforça o compromisso do projeto com a preservação da biodiversidade amazônica, mostrando que é possível produzir com responsabilidade, respeitando os ritmos da floresta e valorizando seus recursos de forma sustentável.

Isadora Noronha Pereira
Isadora Noronha Pereira
Jornalista e estudante de Publicidade com experiência em revista impressa e portais digitais. Atualmente, escreve notícias sobre temas diversos ligados ao meio ambiente, sustentabilidade e desenvolvimento sustentável no Brasil Amazônia Agora.

Artigos Relacionados

Terceiro setor acelera adoção de IA, mas ainda enfrenta desigualdades

Essa iniciativa dialoga com uma discussão cada vez mais...

Por trás da inteligência artificial: Como é viver perto de data centers?

A expansão global dos data centers ligados à inteligência artificial (IA) tem transformado paisagens, bairros e rotinas urbanas. Embora sejam invisíveis para a maioria dos usuários de internet, essas gigantescas infraestruturas físicas tem levantado questões sobre a vida em sociedade e sobre o meio ambiente.

Consumo de água por data centers de IA pode chegar a 18 milhões de litros por dia

Expansão da IA amplia impacto ambiental, data centers consomem grandes volumes de água, pressionando recursos hídricos.

III Fórum ESG Amazônia: o Ensaio Geral do PIM para a nova gramática UE-Mercosul

O Polo Industrial de Manaus já tem escala, já tem tradição e já tem um território simbólico que nenhuma outra planta industrial do continente possui. Falta consolidar aquilo que o mundo mais respeita quando o comércio vira régua: método.

Como o acordo com a União Europeia pode ser oportunidade

"Com o acordo com a União Europeia no horizonte, a saída...