Fortalecer cadeias produtivas sustentáveis, atrair investimentos e gerar inovação são metas da nova estratégia conjunta para expandir a bioeconomia no Amazonas.
A Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) e o Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA) avançaram na construção de uma agenda conjunta voltada à bioeconomia no Amazonas e à inovação industrial sustentável. Em reunião realizada nesta terça-feira (9), representantes das duas instituições discutiram estratégias para conectar os ativos da biodiversidade amazônica ao desenvolvimento de produtos tecnológicos com alto valor agregado.
O encontro foi conduzido pelo presidente da Fieam, Antônio Silva, e pelo diretor-presidente do CBA, Márcio Miranda. O foco esteve na integração entre setor produtivo, centros de pesquisa e poder público para impulsionar modelos que gerem renda, emprego e desenvolvimento sem abrir mão da floresta em pé, princípios fundamentais para a bioeconomia no Amazonas.

Durante a reunião, o CBA apresentou os avanços na modernização de seus laboratórios e ambientes de pesquisa, com o objetivo de ampliar a capacidade de inovação local e aproximar empresas, startups e cientistas. Também foi discutida a importância de um planejamento estratégico de longo prazo, com metas claras e cooperação entre instituições públicas e privadas.
Outro destaque em pauta foi a formação técnica e profissional, com ênfase no papel da rede Senai em preparar jovens para as novas demandas da indústria local, especialmente para o fortalecimento do polo industrial na Zona Franca de Manaus (ZFM) e da atração de investimentos. Segundo Antônio Silva, a Fieam está comprometida em transformar propostas em ações concretas, colaborando para que o apoio à bioeconomia no Amazonas vá além do discurso e se consolide como motor de desenvolvimento regional.

