Astrônomos britânicos descobrem 2 ‘superterras’ potencialmente habitáveis

Uma equipe de astrônomos liderados pelos cientistas da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, anunciou ter descoberto dois planetas rochosos, com um podendo ser o segundo exoplaneta com as maiores chances de ser habitável descoberto até agora.

Os resultados da pesquisa foram publicados na revista científica Astronomy & Astrophysics.

Os planetas orbitam uma estrela anã vermelha que se encontra a uma distância de 100 anos-luz da Terra. O sistema é designado como o LP 890-9b ou também o SPECULOOS-2c, e seus objetos já haviam sido vistos antes, mas sabíamos pouco sobre o sistema.

Apenas alguns detalhes são conhecidos sobre o SPECULOOS-2c: o planeta interno do sistema chamado LP 890-9b é aproximadamente 30% maior do que a Terra e orbita a estrela em apenas 2,7 dias terrestres.

Primeiramente, este foi detectado pela nave espacial da NASA TESS como candidato para um planeta potencial, e logo depois seu status “planetário” foi confirmado pelos telescópios SPECULOOS. E isso permitiu encontrar o segundo planeta LP 890-9c.

Esse se parece em tamanho com o primeiro, sendo cerca de 40% maior do que a Terra, mas levando 8,4 dias para orbitar sua estrela.

No futuro, os pesquisadores esperam estudar a atmosfera deste planeta potencialmente habitável.

Em agosto de 2022, os astrônomos conseguiram pela primeira vez provar a presença do dióxido de carbono na atmosfera de um exoplaneta graças ao Telescópio Espacial James Webb.

Texto publicado originalmente em Sputnik Brasil

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

A inteligência da matéria se expande quando a indústria eletrônica encontra a floresta

"Da recuperação de minerais estratégicos aos bioativos florestais, a...

Banco da Amazônia: chegou a hora de liderar um pacto pela equidade das oportunidades

"O verdadeiro desenvolvimento regional começa quando o crédito deixa de...

Grande Barreira de Corais enfrenta risco extremo com novo El Niño

Cientistas alertam que um possível Super El Niño pode...

Ciência descobre novo limite para prever a perda de gelo da Antártica

Estudo indica que a Antártica oferece até 30 anos para planejar respostas à elevação do nível do mar e reduzir riscos costeiros.