“Há quarenta anos estamos ensaiando uma reforma. E de uma hora pra outra ela aparece, açodada e embravatada pelo espírito franciscano do toma lá - dá cá. Devagar com a carruagem, o santo é um velho conhecido. Precisamos, sim, não apenas de uma reforma açodada - seja fiscal, administrativa, política ou estrutural - mas de uma revolução de costumes, baseada num alicerce ético em vias de extinção, o sagrado e indispensável espírito público.”
Símbolo da gestão de Tarcísio de Freitas no Ministério da Infraestrutura, a rodovia BR-319 se tornou palco de atropelos e violações das leis de proteção indígena e ambiental; no último mês, duas pontes da BR caíram, deixando quatro mortos e 14 feridos.
Colados no presidenciáveis Lula (PT) e Bolsonaro (PL), candidatos ao governo paulista explicitaram divergências sobre licenciamento ambiental e a privatização da Sabesp
Um dos maiores apoiadores de Bolsonaro e candidato ao governo de SP, ex-ministro Tarcísio de Freitas busca distanciar suas propostas ambientais da atual gestão
Grupo de Trabalho estabeleceu oito medidas que deveriam ter sido efetivadas antes da concessão da licença prévia para evitar desmatamento; nenhuma foi cumprida
BR-319
A Amazônia já paga caro pela distância, pela dependência hidroviária e pela instabilidade histórica de investimentos estruturantes. Agora, paga também pela volatilidade climática. Ignorar essa soma é condenar a região à desvantagem permanente.
Há momentos em que um evento deixa de ser evento e vira instrumento com metodologia. A preparação do III Fórum ESG Amazônia, conduzida por CIEAM e Suframa, pode ser esse raro intervalo em que o Polo Industrial de Manaus decide fazer o que o Brasil costuma adiar: antecipar-se. E antecipar-se, agora, não é virtude abstrata. É estratégia de sobrevivência e de disputa.
O acordo União Europeia–Mercosul não inaugura apenas um novo corredor de oportunidades comerciais. Ele inaugura, sobretudo, um novo mapa de exigências — um conjunto de filtros técnicos, ambientais, reputacionais e regulatórios que passa a funcionar como “alfândega invisível” do século XXI. A Zona Franca de Manaus, que historicamente se construiu como solução nacional para um problema regional, precisa agora se preparar como solução regional para um problema global.