Mesmo com a presença dos militares na Amazônia desde maio, o ritmo do desmatamento aumentou substancialmente em outubro. Segundo o DETER-INPE, o bioma perdeu 836,23 km2 de cobertura vegetal no mês, alta de 50,6% sobre outubro de 2019
De acordo com o INPE, o total de queimadas no Amazonas, palco da excursão diplomática, chegou a 16.333 em 2020, sendo 153 focos ativos apenas nos primeiros dias de novembro. Este já é um recorde anual histórico para o estado.
Repercutindo a prorrogação da Operação Verde Brasil 2 no combate ao desmatamento e às queimadas na Amazônia, o Valor destacou que o mal estar causado pela crise entre Salles e Luiz Eduardo Ramos ainda não está totalmente superado entre os militares.
O Ministério do Meio Ambiente atual está tomando atitudes ou ignorando problemas que estão levando a uma destruição sem precedentes da natureza do Brasil, e pior, sendo plenamente endossado pelo presidente.
Esse cenário deve persistir: Mourão confirmou que os militares continuarão encabeçando os esforços do governo para o combate a ilegalidades na Amazônia até o final de 2022
Análises complementares relacionam de maneira ainda mais direta o fogo ao desmatamento. Uma nova ferramenta de mapeamento de queimadas desenvolvida pela Nasa, a agência espacial americana, aponta que 54% dos focos de fogo este ano na Amazônia têm origem no desmatamento.