A visita de Bolsonaro ocorreu um dia após garimpeiros que exploravam ilegalmente terras dos indígenas munduruku no Alto Tapajós, no Pará, dispararem contra uma comunidade munduruku e incendiarem a casa de uma liderança.
Isso acontece porque, mesmo nos casos em que os agricultores, pecuaristas e madeireiros, entre outros, têm permissão para usar a terra, as autoridades são incapazes de documentar como se aplica a legislação para a exploração legal da mesma, explica o estudo.
O estudo considera que gestores públicos em vários estados também têm culpa, mas os erros do governo federal têm peso maior. Os pesquisadores dizem que o governo não dá respostas ágeis e coordenadas no combate à doença, o que permite o espalhamento do vírus no país.
O anúncio foi feito pelo presidente Jair Bolsonaro, em sua página no Facebook. Acompanhado de assessores, o presidente está em São Francisco do Sul, no litoral norte de Santa Catarina.
Congresso estadunidense analisa proposta de Biden, que prevê US$ 20 bi para conter devastação na região. Recursos, se aprovados, devem ir direto a ONGs e empresas, para evitar sabotagem. Amazônia em triste sina: Bolsonaro ou submissão
A concessão de uma hidrovia amazônica começa muito antes do leilão. Começa pelo reconhecimento de que o rio já possui usuários, economias, culturas e regras de convivência construídas ao longo de gerações. Um contrato pode organizar investimentos e cobrar por serviços comprovadamente entregues, mas sua legitimidade dependerá da capacidade de proteger a vida que precede a concessão e continuará no território depois dela.
A mobilização das entidades do Amazonas para trazer os atores federais ao debate logístico merece ser reconhecida. Durante muito tempo, a navegação amazônica foi tratada em Brasília como uma facilidade concedida pela geografia: rios largos, extensos e aparentemente inesgotáveis dispensariam a disciplina de planejamento reservada às rodovias, ferrovias e portos. As secas de 2023 e 2024 expuseram o preço dessa ilusão. A presença recente do Ministério de Portos e Aeroportos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e do DNIT abre uma oportunidade que a região não deve desperdiçar. Para aproveitá-la, será preciso qualificar o debate e distinguir uma obra necessária em certos pontos de uma política capaz de organizar todo o sistema.