Qual a real perspectiva da bioeconomia na Amazônia, aliando ciência, tecnologia e saberes tradicionais? Podemos superar o Complexo de vira-lata e ver o Brasil se transformar em um líder global da economia verde? De fato há um imenso e crescente espaço e um grande potencial na exportação de produtos e soluções de bioeconomia oriundos da biodiversidade amazônica
A pesquisa demonstra que é possível ter uma produção crescente em harmonia com a conservação da biodiversidade e cobertura vegetal. Mais um exemplo, agora da cafeicultura, de sincronia de sustentabilidade e desenvolvimento.
Com apoio do Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio), gerido pelo Idesam, projetos inovadores estão sendo impulsionados para etnoturismo e produção e colheita de açaí, promovendo sustentabilidade, geração de renda e desenvolvimento tecnológico na região amazônica.
“A integração da bioeconomia com o Polo Industrial de Manaus representa, pois, uma trilha para fomentar a inovação, a sustentabilidade e o desenvolvimento econômico...Em um mundo que clama por soluções sustentáveis, a Amazônia emerge como um laboratório vivo repleto de oportunidades através da bioeconomia. Além de um ativo publicitário promissor. A Natura, uma gigante da cosmética, não deixa de ser um exemplo de como a utilização sustentável de princípios ativos amazônicos pode ser turbinada e economicamente lucrativa. Através de campanhas que enfatizam sua conexão com a Amazônia, a empresa não apenas aumentou sua receita, mas também fortaleceu a imagem de um negócio comprometido com práticas sustentáveis.”
A instalação e plano de trabalho da Comissão de Competitividade, em janeiro último, chamam a atenção para a retomada ou a estruturação da competitividade da Nova Indústria ZFM. O projeto de diversificação e adensamento produtivo na Amazônia é bem mais que uma questão econômica.
A empresa Awty conquistou um aporte de R$ 1,5 milhão através do Programa Prioritário de Bioeconomia, visando expandir suas operações focadas na limpeza e preservação dos igarapés na Amazônia.
Ele nos recorda uma lição simples e fundamental: o verdadeiro progresso continua sendo aquele que coloca o conhecimento a serviço das pessoas, da prosperidade e da floresta.