“Tecnologia da informação e comunicação, indústria e bioindústria 4.0, são produtos preciosos e consequências da economia da ZFM. Um caminho sem volta, queiram ou não queiram os paraquedistas ministeriais e seus vaticínios sinistros e ameaçadores. A melhor maneira de tratar com isso é fazer dessa cantilena uma novena de libertação e transpiração”.
O polo de bioindústria foi desenhado a partir das demandas da economia local e das saídas vislumbradas na diversidade biológica e mineral da região. Tudo ia bem até que começou uma querela estéril e danosa entre os ministérios que passaram a querer um CBA para chamar de seu, na suposição de que esse patrimônio lhes pertencia. Não pertencia e não pertence a ninguém, muito menos à União e seus escalões. É um patrimônio a serviço da Amazônia, das demandas de suas indústrias, das pequenas empresas que se beneficiam das verbas do Programas Prioritários da Suframa para empreendedores, nos programas e projetos a partir da floresta, de seu banco genético, que padece da inovação tecnológica.
“Para o cientista Niro Higuchi, a maior autoridade mundial em dinâmica do carbono na Amazônia, basta sistematizar os conhecimentos já consolidados para provar que o Polo Industrial de Manaus é superavitário em sua contabilidade ambiental e na neutralização do carbono”.
E não são os nossos índios o problema. Eles próprios se dispõem a participar das iniciativas com seu precioso conhecimento da Amazônia. Podemos entrar com a tecnologia e eles com o conhecimento da harmonização florestal. Afinal eles tem 15.000 anos de relacionamento inteligente e sustentável com a natureza. E quando falo na primeira do plural estou falando em nome de pessoas próximas que topam os projetos de diversificação. Ou seja, nós temos propostas, elas não são novas, são insistentes mas não dependem apenas da nossa percepção e boa vontade. Como diz o empresário Denis Minev, é preciso que o Brasil se comprometa com a nova economia que se organiza pelo interior da Amazônia.
Ao promover a redução do IPI, o governo justifica a ideia de que a medida se "soma às medidas de incentivo à retomada da economia e à ampliação da produtividade que estão em curso no país, contribuindo para a dinamização da produção e, consequentemente, da geração de empregos e renda". Falou-se até em dar suporte na redução dos preços e, com isso, na taxa de inflação. Cabe aqui advertir para o fato de que essa medida não terá os resultados esperados pelo Governo Federal. Como toda regra tem uma exceção, dadas as características do setor automotivo, é provável que a redução de 18,5% do IPI sobre automóveis tenha impacto na redução dos preços destes bens. Para os demais produtos, engana-se quem acredita nos resultados propagados pelo Governo Federal. Nem a medida permitirá algum grau de reindustrialização, muito menos ajudará no controle inflacionário. Na verdade, de tão frágil, a medida já caducou com o conflito entre Rússia e Ucrânia e suas consequências econômicas.