“Sem estimular o avanço tecnológico - que começa com o incentivo da Indústria de componentes e sua inserção numa nova cadeia ocidental, continental ou preferencialmente nacional/regional - iremos a lugar algum. Não significa desestimular a economia do Centro-Oeste, pelo contrário, devemos criar alternativas coerentes com a indústria da Amazônia, instalada, capacitado e disposta a inovar e reinventar seu perfil”.
Abraciclo
Aos poucos, o Brasil verá que no curto, médio e até no longo prazo, nenhuma modelagem fabril ou matriz econômica poderá substituir o programa Zona Franca de Manaus, seus impactos positivos, as habilidades de sua capacidade industrial instalada e com um portfólio de 55 anos de harmonia entre desenvolvimento e proteção ambiental.
indústria Zona Franca de Manaus ZFM
O Governo do Amazonas recorreu ao STF, nesta quinta-feira, para obrigar o Fisco de SP a conceder créditos de ICMS para as empresas que compram da ZFM. O estado paulista se recusa a garantir o benefício sob alegação de que os créditos fiscais são “fraudulentos” e causam prejuízos à sua arrecadação.
“Além de ser favorável à manutenção da floresta em pé, por seus reconhecidos e essenciais serviços ambientais, o que mais poderemos fazer para a proteger a floresta e trabalhar para que a monetização desses serviços, chamados de créditos de carbono, seja aplicada na região, favorecendo, principalmente, seus guardiões, os maiores responsáveis pela saúde ambiental - ora ameaçada - desta região.”
E pensar que, depois de 15 mil anos de presença na Amazônia, os indígenas criaram soluções farmacológicas para quase tudo. Que tesouro inesgotável. Por que não investigar o poder dessas propriedades? Aqui só não temos remédio para cegueira atávica, ou surdez conveniente.
Informações de bastidores dão conta de que novo decreto do IPI será publicado nesta semana, preservando 95% de itens da ZFM. Mas os 5% restantes podem representar R$ 8 bi em perdas.