Análise inédita do IPAM para o InfoAmazonia e PlenaMata, com base nos dados do Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE), mostra como a destruição da Amazônia nos últimos 5 anos cresce a partir do sul do Amazonas. Antes um dos mais preservados, o estado superou líderes históricos em desmatamento e se tornou o segundo que mais eliminou a floresta em 2021.
A mobilização das entidades do Amazonas para trazer os atores federais ao debate logístico merece ser reconhecida. Durante muito tempo, a navegação amazônica foi tratada em Brasília como uma facilidade concedida pela geografia: rios largos, extensos e aparentemente inesgotáveis dispensariam a disciplina de planejamento reservada às rodovias, ferrovias e portos. As secas de 2023 e 2024 expuseram o preço dessa ilusão. A presença recente do Ministério de Portos e Aeroportos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e do DNIT abre uma oportunidade que a região não deve desperdiçar. Para aproveitá-la, será preciso qualificar o debate e distinguir uma obra necessária em certos pontos de uma política capaz de organizar todo o sistema.