Tudo isso combinado parece nos levar a um cenário com viés negativo para inflação e, com isso, para um novo ciclo de taxas de juros reais positivas, nas economias avançadas, em contexto de taxas medíocres de crescimento econômico.
Não será com improvisos e propostas atabalhoadas que o Brasil se soltará das armadilhas do crescimento fraco e da desigualdade social. Precisamos convergir sobre os desafios prioritários para conduzirmos a agenda de reformas econômicas alinhadas a superá-los. Cada medida, cada proposta e cada ato de governoprecisa ser avaliado à luz destes desafios. Parece até que Blanchard e Tirole ouviram pedidos de um futuro presidente da República do Brasil sensato e acertaram, com lucidez e precisão, no que o País tem a enfrentar pela frente.
Mantidas as atuais taxas de crescimento do Nordeste e do Brasil, serão necessárias muitas décadas para que a Região e os seus Estados atinjam 70% do PIB per capita do País. Uma assimetria espacial no padrão de vida dos brasileiros, que é politicamente intolerável em uma democracia federativa moderna.
“...se a História nos ensina algo sobre como lidar com fascistas, é que o apaziguamento é inútil. Ceder a fascistas não os apazigua, apenas os encoraja a avançar mais.”
Entre a ciência e a incerteza, os sinais de que a floresta pode estar deixando de ser aliada do clima exigem mais do que medições: exigem discernimento político.