Temos um papel muito ambíguo. É um paradoxo: investimos bilhões de reais para proteger a floresta amazônica. Temos muito orgulho disso e somos muitas vezes elogiados por essa iniciativa. Ao mesmo tempo, investimos pelo menos cinco vezes mais recursos financeiros em atividades que destroem a mesma floresta. É claro, sabíamos que o governo norueguês, assim como nossa indústria, tinha investimentos em setores duvidosos. Mas fiquei surpreso com a escala dos investimentos nesse lado mais sombrio em relação às questões ambientais e de direitos humanos.
Imagens de satélite em alta resolução mostram o desmatamento "sistemático" de um trecho da Amazônia brasileira durante um período de mais de três anos, de maio de 2017 a setembro de 2020.
Dias depois de Salles culpar a Noruega pela paralisação do Fundo Amazônia, o ministro do meio ambiente do país afirmou que, para a retomada do financiamento, o governo federal precisa dar “sinais políticos claros” de que “tem vontade política para conter o desmatamento”.
A ideia é que essas imagens fiquem disponíveis abertamente ao público, que poderá acessá-las de qualquer lugar do mundo e ter informação atualizada sobre a situação do desmatamento em mais de 64 países.
Mais importante que a disputa judicial da Zona Franca é a oportunidade de reconstruir os vínculos entre os polos econômicos do país, conectando indústria, biodiversidade, tecnologia e inteligência nacional em favor de um futuro comum.