"Assim como muitos rios da Amazônia, o Brasil lastima a destruição natural dos seus igarapés, como os “rios” Tietê e Pinheiros, que banham a capital paulista, e sabe da gestão laissez-faire do poder público, que se reflete na indiferença do tecido social. E com toda riqueza paulista, ninguém logrou tirá-los da UTI até hoje. Se as leis da preservação foram mal feitas não podemos compactuar com os malfeitos da civilização. Apenas precisamos mobilizar a Ciência antes de fazer leis nessa relação natureza e cultura, decisiva para a Amazônia e para a Humanidade."
"Fazermos vista grossa com os delitos para justificar oportunidades é virar as costas para a depredação. E quando se trata de Amazônia, a meia verdade é muito mais grave do que a mentira."
A FGV está realizando a série Diálogos Amazônicos com debates de altíssimo nível envolvendo especialistas convidados com o objetivo de apontar alternativas de desenvolvimento sustentável para a região.
O evento se dá a cada duas semanas e terá 20 diálogos, representando uma excepcional oportunidades para chegar perto do enigma amazônico, saber o ponto de vista regional, ações em andamento e as expectativas com relação ao resto do Brasil.
O bioma Amazônia é o mais rico do planeta em sociobiodiversidade. O Brasil tem tido dificuldades para destravar o desenvolvimento de atividades econômicas associadas a esse bioma. Ao mesmo tempo, já existe um forte polo industrial a partir do programa da Zona Franca de Manaus
Esse é o segundo encontro dos Diálogos Amazônicos, uma plataforma digital para discutir com toda a sociedade civil organizada temas de interesse do desenvolvimento socioeconômico sustentável da Amazônia Brasileira
“Nosso portal BrasilAmazoniaAgora assinou no mês passado e disseminou o manifesto de uma centena de entidades científicas, acadêmicas e tecnológicas, já com quase 80 mil assinaturas, para reverter dois vetos do presidente da República que confiscam R$ 9 bilhões do fomento à ciência, representado no Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).”
O Brasil tem larga experiência em promover políticas de desenvolvimento, conforme os avanços do agribusiness podem atestar. Conta com diversas instituições de pesquisa e desenvolvimento a altura do desafio das pesquisas voltadas para o fomento da bioeconomia na região. Além disso, a região é geradora de recursos suficientes para colocar a roda a girar. O que falta?