"O DNIT, instituição responsável pela construção e manutenção das rodovias federais brasileiras, sempre foi carente de dados e métodos adequados para justificar a BR-319. [...] A conclusão de que eventuais benefícios da pavimentação da BR-319 são insuficientes para compensar prejuízos ambientais são devidos à subestimação dos benefícios econômicos"
Estiagem recorde afeta logística e produção industrial, aumentando preços de eletrodomésticos e exigindo ação urgente para melhorias na infraestrutura de transporte
O desenvolvimento de infraestrutura na Amazônia, portanto, não é apenas uma questão de logística ou economia, mas também um compromisso com a sustentabilidade ambiental e a resiliência comunitária, que exige adensamento, diversificação e interiorização da economia concentrada em Manaus.
Sou um defensor do meio ambiente, sempre fui e serei. Mas nesse caso, é muito mais caro, ambientalmente e financeiramente, ficar fazendo remendos, em vez de recuperar urgentemente o trecho deteriorado e as pontes danificadas. Esse equilíbrio ecológico é mister, e dele faz parte a sobrevivência dos moradores ao longo da BR-319 e de todos os amazonenses.
A rodovia BR-319, que liga Manaus a Porto Velho na Amazônia Ocidental, tem sido o centro de um debate intenso e contínuo, envolvendo questões de recuperação e preocupações ambientais. Inaugurada em 1976, a rodovia é fundamental para a ligação terrestre entre Manaus e Porto Velho, mas enfrenta desafios significativos. Como avançar?
“A primeira medida prevista por Augusto Rocha - estudioso dessa utopia, no sentido da antecipação de realidades que materializam intuições geniais - foi envolver a Suframa e as agências reguladoras, como ANTAQ, ANAC e ANTT, na construção do Plano Amazonense de Logística e Transportes.”