Manaus é uma das cidades que mais cresceram no Brasil nas últimas décadas. Somos todos forasteiros, ou descendentes de um, e escolhemos um lado entre os dois possíveis na formação de instituições criadoras de prosperidade, ou escassez. A nova fase da reforma tributária, de ideação dos pormenores dos incentivos e diversificação nas leis complementares, é chamado para urgente repensar pensamentos e atitudes, e última chance para Fitzcarraldos converterem os impostores à ambição saudável de prosperar a longo prazo em meio à floresta.
Num momento onde a ideologia do liberalismo econômico é mais forte do que nunca no dito e no não dito das pessoas, é fácil assumir-se liberal na economia. Difícil é respeitar as instituições. Difícil é respeitar o rito do processo legal, e os direitos humanos.
“Ora, nossos cientistas, também eles oriundos da floresta, ou por ela qualificados, já descobriram que a revolução industrial da Amazônia passa por um namoro, noivado e casamento entre a tecnologia da informação e a bioeconomia da pesquisa prioritária de nossa diversidade biológica. Talento e paixão não nos falta, apenas a capacidade de revolucionar a matemática para demonstrar que a divisão de esforços é capaz de multiplicar talentos e soluções a partir de nosso chão, seja biótico e/ou fabril.”
“Ideologia nada mais é do que um conjunto de conceitos destinados a falsificar a realidade com o propósito de enredar as pessoas num universo de valores que iludem as pessoas e que as conduzem a escolher, ideologicamente, o Bem contra o Mal.”
Retirar a cortina que oculta as motivações econômicas para a região é algo fundamental, para ficar claro que é possível gerar riqueza a partir da biodiversidade. Que é possível gerar empregos a partir dos potenciais, desde que eles deixem de ser potenciais e virem realidade.
Entre a ciência e a incerteza, os sinais de que a floresta pode estar deixando de ser aliada do clima exigem mais do que medições: exigem discernimento político.