Escolhido como principal representante da Amazônia para compor a Academia Mundial de Ciência, TWAS, da sigla em inglês, Adalberto Luís Val recebeu o editor do Portal BrasilAmazôniaAgora , do qual é um dos fundadores, para falar de Ciência e de seu papel no enfrentamento das desigualdades regionais de um Brasil dividido e em crise. E aproveitou para questionar as promessas internacionais e messiânicas de apoio para pesquisa e desenvolvimento sustentável da Amazônia. Confira:
Destruir a riqueza neste contexto lembrado por Higuchi não tem a ver diretamente com o efeito climático, embora haja relação. É na verdade substituir uma riqueza potencial pública pelo dinheiro imediato pessoal e em grande parte criminoso de quem manda no pedaço.
O pesquisador sênior do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), o biólogo Adalberto Luis Val, foi eleito como membro titular da Academia Mundial de...
Adalberto Luis Val, vice-presidente da Academia Brasileira de Ciências para a Região Norte, está entre os maiores cientistas do mundo, representando a área da Biologia. Outros 6 brasileiros fazem parte da lista.
“Quando matamos essas áreas, estamos matando o futuro da nação e deixando o país despreparado para os próximos governantes”, alertou Adalberto Val, cientista do INPA
Ficamos com R$5,4 bilhões contingenciados no FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) nos últimos dois anos e com cientistas talentosos no Brasil, ou do Brasil, atuando no exterior, na produção de vacinas. E essa verba, quase toda, é recolhida pelas empresas que se valem da Lei de Informática, maior parte instalada no Polo Industrial de Manaus. Esse descaso com Ciência e Tecnologia na Amazônia é recorrente, desde que Getúlio Vargas criou o INPA há 70 anos.”
Agora cabe decidir se vamos nos contentar com o que ela consegue recuperar sozinha ou se vamos assumir a responsabilidade de reconstruir aquilo que já começou a se perder.