Em um paradigma mais capitalista, precisamos desenvolver a indústria do Amazonas, encontrando meios de corrigir seus problemas, aproveitando seu potencial, para que não fiquemos sempre no contrapé – em uma rota extrativista enquanto o mundo busca se reindustrializar. Precisamos sair do labirinto do imaginário de que a atividade industrial não cabe na Amazônia.
“Doutor em engenharia de transportes, o professor Augusto César Barreto Rocha tem se dedicado a promover ações compartilhadas entre academia e a economia, particularmente no que se refere a precariedade de infraestrutura para o Polo Industrial de Manaus.” Confira.
Industrializar o país e colocar os serviços novamente na pauta de exportações, desde a construção civil até o software. Esta rota transformadora é fácil de falar e difícil de fazer. Outra oportunidade ainda mais desafiante será a de explorar sustentavelmente a biodiversidade, que é um dos caminhos para a construção do futuro próspero na Amazônia.
“Trata-se de uma cruzada cívica, amazônica, democrática, climática, e global, para assegurar o resgate da Amazônia e de nossa gente, propiciando-lhe, em estado permanente, emprego, renda e oportunidades de produção industrial adicional e sustentável de fármacos, dermocosméticos e alimentação funcional, uma revolução/pacificação do país pelo conhecimento e distribuição dos benefícios desta esfinge florestal, natural e libertária”.
Tudo isso, porém, vai ralo abaixo com a demonização fiscal da ZFM, com a transformação de sua política pública focada em redução das desigualdades regionais, em pivô da crise fiscal que ataca o país. Uma conversa sem base factual nem pudor institucional. Ou tudo isso vai Rio acima, e pode ganhar ares de relevância e implicações positivas na poupança e retomada na reindustrialização em curso.
‘De concreto, neste cenário de generosas contribuições federais da ZFM, uma indústria sem chaminés e com destacada performance nacional de reciclagem e logística reversa, robustos avanços em inovação tecnológica, o ministro decretou o esvaziamento do programa Zona Franca de Manaus, abrindo o mercado para produtos importados com os quais a indústria nacional e a de Manaus não têm condições de concorrer. É assim que se combate à inflação e se assegura a industrialização nacional?”