Para abraçar a Amazônia, basta reparar como o Brasil fez com a Embrapa, para empinar o agronegócio, ou com a crise de petróleo dos anos 70, quando o Brasil criou o ProÁlcool, que findou beneficiando apenas o Sudeste e o ProÓleo, que deveria beneficiar a Amazônia com o biodiesel, na mesma ocasião. Abraçar é reconhecer, reafirmar, se comprometer e cuidar. Grandes abraços da Suframa, portanto, e um especial abraço a seu novo gestor, com declaração de voto, apoio e disponibilidade em favor do Amazonas, da Amazônia e em prol do Brasil. Aquele abraço!
Entre os bons argumentos pela manutenção da Zona Franca de Manaus (ZFM) se dá o fato de que - finalmente - o Centro de Biotecnologia da Amazônia deverá ganhar orçamento próprio, criando ambiente de negócios sustentáveis tão necessários para o desenvolvimento da região amazônica.
“Perdemos uma unidade industrial importante para o Paraguai. Havia a opção de fazer a expansão em Manaus e foi feita no Paraguai, porque o Brasil tem essa característica de afugentar o capital de investimento e atrair o capital especulativo. Isso vem permeado por uma insegurança jurídica”, mencionou Luis Augusto Rocha do CIEAM, ao destacar a importância do pleito para o país. “Nós temos a necessidade de que a Amazônia seja compreendida. É evidente que a ZFM está absolutamente integrada ao esforço para a aprovação da reforma tributária.”
Os Benchimol vieram apostar no ciclo da borracha, o período econômico mais pujante da memória amazônica a partir de seu acervo natural. A inauguração da fábrica vem atenuar e consolidar o elo decisivo da cadeia produtiva de geração e distribuição do gás liquefeito de petróleo, produzido pela Fogás, que e vai atender, diretamente, a demanda de energia de todos, especialmente dos lares da região que dependem desta fonte essencial de energia para produção de alimentos.
Proteger e estudar os bioativos da Amazônia é um dos maiores desafios e a maior e melhor promessa de geração empregos e do trabalho da prosperidade sustentável e das soluções produtivas de que a humanidade padece para sua sobrevivência e para o equilíbrio climático da Terra. E quem diz isso são os homens e mulheres da Ciência, aqueles, por exemplo, que dissecaram o Genoma Humano, e já avançam a passos largos no desabrochar de outras espécies da fauna e da flora terrestre.
Com a Zona Franca de Manaus, foi criada, de fato, uma simbiose econômica com um centro comercial, industrial e agropecuário, cada um obedecendo suas características e limitações próprias.