Por A mais B, os técnicos da CNI concluíram que neste cenário será inevitável reduzir o crescimento. E demonstraram que as medidas da mini-reforma vão inibir o ambiente de negócios, tão necessários para colocar o país na retomada do crescimento industrial e do desenvolvimento socioeconômico. Passar de cinco para seis meses por ano a obrigação das empresas de trabalharem para o governo, confirma a decisão, já anunciada por algumas agências federais de planejamento estratégico, de induzir o processo de desindustrialização do país. E priorizar o agronegócio? De que jeito? Aumentado-lhe a fatia de isenção? Por que penalizar a indústria, num contexto absurdo de desemprego e fome que o país atravessa?
Não basta pagarmos as taxas portuárias mais absurdas, pagarmos as mesmas tarifas federais praticadas nas demais regiões do país, a despeito de sermos uma região com a mais precárias infraestrutura no Brasil. O que diz a Lei? Será que o estatuto legal ainda importa? Até quando estaremos sujeitos a essa anarquia generalizada? Precisamos reagir. Não somos cidadãos de segunda categoria
Como o Brasil pode contribuir para a redução global de emissões de gases de efeito estufa? Qual o papel da Amazônia neste processo e no modelo de desenvolvimento socioeconômico Brasileiro? Como promover o desenvolvimento da região amazônica conciliando com a descarbonização da economia?
Novamente estamos no contrapé: destrói-se mais um pouco da indústria nacional, com uma abertura sem benefícios, enquanto o mundo se fecha e despeja dinheiro em suas economias, nós fazemos o oposto.