Nesse contexto, a insensatez do imperativo da desindustrialização, à exceção da agroindústria das commodities brasileiras, se torna clara. Nós conquistaríamos prioridade na oferta de alimentos, em compensação vamos ajudar a resgatar a cadeia asiática de suprimentos em todo seu esplendor mandarim. Em tempo, a inserção da Bioeconomia, pelo que está escrito no Plano Diretor da Embrapa para 20/30, será pinçada sempre e quando desenvolver sua inovação nanobiotecnológica voltada para o bioma cerrado. Não para o imensurável banco de germoplasma da Amazônia. É o que está acordado.
Por que o Brasil não dá a menor importância para esse almoxarifado biótico? E o que é pior: não deixa ninguém se habilitar a fazê-lo. Quer dizer, a venda de terras para estrangeiros e o contrabando do germoplasma e recursos minerais correm soltos.
A variedade foi desenvolvida por meio de melhoramento genético preventivo, que estuda doenças e pragas de alto risco para as principais espécies agrícolas
Os Bancos Ativos de Germoplasma (BAG) destinam-se a manter amostras de espécies diversas mais acessíveis para a pesquisa. Podem ser in situ, em ecossistemas e habitats naturais ou ex situ, fora do seu habitats naturais.
Mais importante que a disputa judicial da Zona Franca é a oportunidade de reconstruir os vínculos entre os polos econômicos do país, conectando indústria, biodiversidade, tecnologia e inteligência nacional em favor de um futuro comum.