Retirar a cortina que oculta as motivações econômicas para a região é algo fundamental, para ficar claro que é possível gerar riqueza a partir da biodiversidade. Que é possível gerar empregos a partir dos potenciais, desde que eles deixem de ser potenciais e virem realidade.
Desconfiamos dessa governança à distância, que despreza o direito essencial e impede decisões fundadas no conhecimento de cada realidade. Assim, fica difícil identificar a obviedade que compete a qualquer magistrado: a defesa dos direitos fundamentais das pessoas e seu acesso aos benefícios da civilização. É legítima a integração do Amazonas ao resto do país.
A transição do sistema tributário brasileiro desloca o debate amazônico da defesa dos incentivos para uma questão mais ampla e mais difícil: qual projeto econômico, territorial e fiscal poderá sustentar o Amazonas nas próximas décadas