Estudo demonstrou como a solidificação dos direitos dos povos indígenas pode ser um fato fundamental para a resistência às mais diversas formas de destruição ambiental como também em contribuir para a regeneração da Mata Atlântica
É preciso botar as forças de segurança para fazer valer a lei, retirar os invasores e prendê-los, mas principalmente é preciso prender quem comanda, quem financia e quem se beneficia com o garimpo ilegal.
“Estamos bastante preocupados com o cenário de violações aos direitos humanos e de insegurança, especialmente [quanto à segurança] de lideranças indígenas. Também estamos preocupados com as equipes que estão fazendo o atendimento [aos yanomami]", disse a secretária-executiva do ministério, Rita Oliveira, ao revelar a jornalistas que "existem relatos de ameaças às equipes".
Áreas protegidas na Amazônia, unidades de conservação e também terras indígenas tiveram aumento drástico nos últimos quatro anos, dados são do Instituto Socioambiental, ISA, e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Inpe.
A Terra Indígena Yanomami é a maior do país, em extensão territorial, e sofre com a invasão de garimpeiros. A contaminação da terra e da água pelo mercúrio usado no garimpo impacta na disponibilidade de alimento nas comunidades.
Em lugar do castigo, prêmios, os primeiros passos de entrega do açougue aos lobos famintos. Em tempo recorde, 20 mil garimpeiros já ocupavam a região sem impedimentos da ação pública. Dadas as dimensões continentais da Amazônia, a fiscalização, que é historicamente precária, sumiu. Depois de 2020, e com o esvaziamento geral provocado pela pandemia da COVID-19, os territórios indígenas Yanomami, entre outros, se transformaram em terra de ninguém.