Este discurso é antigo e inclusive institucional do governo brasileiro, embora na prática a direção ainda venha sendo outra, com recorrentes promessas de mudança. Nas áreas desenvolvidas na forma tradicional, já sem floresta, não há mais fármacos a pesquisar nem se pode esperar que ajudem com a chuva, e o discurso, por isso, perde fundamento. Os rios não vão mais “voar”. O meio termo nestas questões não é racional.
Destaque pode ser dado a duas dessas amazonidades: o Polo Industrial de Manaus e os Rios Voadores. Estes contribuem decisivamente com o crescimento e robustez do agronegócio e abastecimento dos reservatórios do Sudeste, basta determos o desmatamento e queimadas da Hileia. A outra amazonidade é o Polo Industrial de Manaus, a economia que anda de mãos dadas com a ecologia, que gera cerca de 500 mil postos de trabalho, e ajuda a evitar que a floresta seja usada como meio de sobrevivência.
A Virgem Verde mais valorizada por Bolsonaro vai se transformando num ativo econômico cada dia mais expressivo, mesmo sem estar no Louvre. A vantagem do Louvre é que ele tem porta, fechadura e vigilância efetiva, equivalente ao seu valor.
Entretanto, para efetivar o valor da Virgem Verde, muitas fechaduras precisarão ser trocadas e ainda não se percebe esta ação.
É preciso repensar o modelo de administração adotado na vazão das represas, que ao longo do tempo foram sendo apropriados por setores da iniciativa privada
O atual cenário global de destruição das florestas tropicais e mudanças no clima tem levado as sociedades a pensar com urgência em novos caminhos de desenvolvimento que contemplem a proteção da biodiversidade e as demandas sociais. A Amazônia aparece com destaque nessa discussão. A região abriga as maiores diversidades biológicas e culturais do mundo, responsáveis por garantir serviços ecossistêmicos fundamentais para o bem estar da humanidade, incluindo a regulação do clima e do regime de chuvas.