E qual é a novidade desse acontecimento? É que já se passaram 20 anos da inauguração das instalações do Centro de Biotecnologia da Amazônia, o sonhado Polo de bioindústria, aquele que deveria buscar os princípios ativos da floresta, sem desmatar suas árvores, mas apenas copiar as soluções que a natureza dispõe - e que não são poucas - para problemas que atormentam a humanidade, tais como a saúde, a velhice, a insegurança alimentar… para dar três exemplos. Respostas, como dizem os cientistas, disponíveis aos montes na Amazônia.
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o governo japonês, por meio da Agência de...
E o Brasil precisa dizer porque não adota essa obviedade de negócios sustentáveis. A riqueza da Costa Rica depende praticamente da Bioeconomia. Se a vocação do Centro Oeste é o agronegócio, o nosso Bionegócio é baseado na imitação da Natureza, jamais em sua remoção. A Bioeconomia copia as soluções inovadoras que a ordem natural nos oferece, desde o carrapicho que inspirou o velcro às aves, que nos empurrou a fabricar o avião. Só precisamos de qualificar cientistas, financiar programas e projetos de Ciência, Tecnologia e Inovação.
A transição do sistema tributário brasileiro desloca o debate amazônico da defesa dos incentivos para uma questão mais ampla e mais difícil: qual projeto econômico, territorial e fiscal poderá sustentar o Amazonas nas próximas décadas