Em 2024, o Brasil enfrenta um alarmante aumento de 81% em incêndios florestais, atingindo especialmente Amazônia e Cerrado, agravados por uma das secas mais intensas provocadas por mudanças climáticas e El Niño, enquanto confronta desafios políticos e greves em órgãos ambientais.
Pesquisadores da Unesp e do Cemaden alertam para um futuro preocupante na Amazônia, com condições secas e quentes tornando-se a norma até 2050 devido aos efeitos combinados do El Niño, La Niña e aquecimento global, aproximando a região de um ponto de não retorno que poderia transformar a floresta em cerrado.
Em março, o Brasil enfrentou um aumento crítico nas queimadas, com recordes no Cerrado e na Amazônia, apesar dos esforços governamentais intensificados para combater o fenômeno exacerbado pelo El Niño e mudanças climáticas.
Contrastes e desafios diversos tem marcado o segundo trabalho de Marina Silva a frente ao ministério do Meio Ambiente. Em meio a paralisação dos funcionários de Ibama e ICMBio, os recursos para combate aos crimes ambientais estão muito aquém dos necessários. Mesmo diante tais fatores, o desmatamento na Amazônia tem mais uma queda, agora de 63% no último bimestre.
Roraima enfrenta emergência ambiental com um aumento drástico de incêndios em fevereiro, alcançando 2.001 focos, o maior número desde 1999, enquanto o governo estadual suspende queimadas controladas e mobiliza 82 bombeiros para combate.