As recentes ações da Suframa, também através da articulação com outras instituições, prefeitos e governadores da região, na execução de planos de trabalho desenvolvidos no início da gestão de Polsin há pouco mais de um ano, mostram um caminho exitoso e alinhado com o DL 288. São ações com foco no Distrito Agropecuário, Biotecnologia, Pesquisa e Desenvolvimento, Mineração Sustentável, divulgação da ZFM, uso de recursos regionais e logística, entre outros. Os resultados esperados devem despertar mais cobiça política com o cargo, também uma forma de ciúme.
A mobilização das entidades do Amazonas para trazer os atores federais ao debate logístico merece ser reconhecida. Durante muito tempo, a navegação amazônica foi tratada em Brasília como uma facilidade concedida pela geografia: rios largos, extensos e aparentemente inesgotáveis dispensariam a disciplina de planejamento reservada às rodovias, ferrovias e portos. As secas de 2023 e 2024 expuseram o preço dessa ilusão. A presença recente do Ministério de Portos e Aeroportos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e do DNIT abre uma oportunidade que a região não deve desperdiçar. Para aproveitá-la, será preciso qualificar o debate e distinguir uma obra necessária em certos pontos de uma política capaz de organizar todo o sistema.