A primavera chegou à Amazônia, trazendo as primeiras chuvas que anunciam o fim de um verão escaldante. No entanto, este ano, ela nos encontrou envoltos em fumaça, com pulmões adoecidos. As queimadas atingiram níveis alarmantes, e o ar denso, carregado de fuligem, se espalha por vastas áreas, castigando as comunidades e os ecossistemas. O Alto Solimões, ainda assim, deu sinais de esperança com três horas de uma tromba d’água, que ecoou como uma sinfonia rara em meio ao caos.
As sugestões de Paulo Artaxo e da comunidade científica são claras, realistas e urgentes. Elas oferecem um roteiro para reverter o quadro atual e evitar uma catástrofe climática ainda maior. O Brasil, em chamas no momento, tem a chance de se reposicionar como um líder global nas questões ambientais, mas isso exigirá coragem política e um compromisso real com a sustentabilidade.
Em meio a críticas sobre a condução da extraordinária crise ambiental que toma conta do Brasil, governo estuda confiscar terras e cria nova entidade estatal para maior controle das questões climáticas
Em meio a uma seca extrema e recorde de queimadas, 174 pessoas foram presas por crimes ambientais na Amazônia em 2024. A falta de fiscalização e práticas ilegais, como desmatamento e queimadas criminosas, agravam a destruição da floresta e ameaçam a biodiversidade.