Lira Luz Benites Lázaro diz que falas do presidente subestimaram a seriedade da pandemia, estimularam a desinformação como estratégia política e promoveram a pseudociência
Um...
Por Nilton Mullet
Ao abrir os jornais nos deparamos insistentemente com notícias provenientes de diversas partes do mundo que falam de desemprego, pandemias, conflitos sociais...
Segundo artigo publicado na revista “Organicon”, o pensamento crítico é fundamental para se buscar a verdade de fatos, notícias e situações, além do desenvolvimento...
“A situação em que nos encontramos é um atoleiro secular, de uma enorme briga de quem não está na região Amazônica, falando sobre algo que não conhece e construindo florestas de desinformação. Quem termina de fato pagando a conta do presente é quem optou por viver, explorar, ser explorado e morrer na região, salvo os alvos de sempre: as elites econômicas que encontraram brechas em um emaranhado de regras, com suas condutas nem sempre admiráveis, apesar de não faltar os admiráveis que dificilmente são reconhecidos ou demonstrados para espelhamento.”
“Quem não sabe fazer, deve perguntar. O que não pode é deixar pessoas morrerem. A ignorância ingênua é linda. A ignorância pseudossábia é que mata, por inação ou por atitude deliberada.”
A Amazônia já paga caro pela distância, pela dependência hidroviária e pela instabilidade histórica de investimentos estruturantes. Agora, paga também pela volatilidade climática. Ignorar essa soma é condenar a região à desvantagem permanente.
Há momentos em que um evento deixa de ser evento e vira instrumento com metodologia. A preparação do III Fórum ESG Amazônia, conduzida por CIEAM e Suframa, pode ser esse raro intervalo em que o Polo Industrial de Manaus decide fazer o que o Brasil costuma adiar: antecipar-se. E antecipar-se, agora, não é virtude abstrata. É estratégia de sobrevivência e de disputa.
O acordo União Europeia–Mercosul não inaugura apenas um novo corredor de oportunidades comerciais. Ele inaugura, sobretudo, um novo mapa de exigências — um conjunto de filtros técnicos, ambientais, reputacionais e regulatórios que passa a funcionar como “alfândega invisível” do século XXI. A Zona Franca de Manaus, que historicamente se construiu como solução nacional para um problema regional, precisa agora se preparar como solução regional para um problema global.