Deixar de enfrentar a crise social brasileira com determinação política, numa atitude de complacência neomalthusiana, é abrir espaço para o avanço da fome entre os pobres e os miseráveis.
Não se pode esperar que as questões de desenvolvimento do País, no médio e no longo prazo, fiquem na dependência dos resultados finalísticos do novo ajuste fiscal, pois algumas dessas questões trazem em si as sementes de uma reprodução perversa no curto prazo. Como dizia Sêneca “dedica-se a esperar o futuro quem não sabe viver o presente“
O Brasil é um país tragicamente desigual. A pandemia da Covid-19 escancarou as nossas desigualdades sociais, de renda, racial, de oportunidades e regionais. Devemos sair da pandemia ainda mais desiguais, em todas as suas dimensões perversas.