O desafio do Amazonas é aprender a precificar o que já oferece: ar limpo, chuva, carbono capturado, rios voadores, equilíbrio térmico e biodiversidade.
"Da chama ancestral que iluminava seringueiros à inovação da UCB Power, a Amazônia escreve uma nova história de combate à pobreza energética"
⸻
A memória da...
Mesmo no cenário mais conservador, cada estado da região da Amazônia Legal poderia arrecadar cerca de 1,4 bilhão de dólares por ano em créditos de carbono.
Números de um levantamento do Idesam revelam que há desafios importantes para territórios coletivos gerarem créditos de carbono e também se beneficiarem dos recursos.
Com a restauração de até 50 mil hectares de áreas da Amazônia previstos pelo programa, estima-se a captura de aproximadamente 15 milhões de toneladas de carbono, que promovem créditos de carbono para o mercado.
Além do desmatamento zero, o governador do Estado também destacou a importância das populações ribeirinhas e tradicionais na construção de políticas ambientais eficazes.
A Amazônia já paga caro pela distância, pela dependência hidroviária e pela instabilidade histórica de investimentos estruturantes. Agora, paga também pela volatilidade climática. Ignorar essa soma é condenar a região à desvantagem permanente.
Há momentos em que um evento deixa de ser evento e vira instrumento com metodologia. A preparação do III Fórum ESG Amazônia, conduzida por CIEAM e Suframa, pode ser esse raro intervalo em que o Polo Industrial de Manaus decide fazer o que o Brasil costuma adiar: antecipar-se. E antecipar-se, agora, não é virtude abstrata. É estratégia de sobrevivência e de disputa.
O acordo União Europeia–Mercosul não inaugura apenas um novo corredor de oportunidades comerciais. Ele inaugura, sobretudo, um novo mapa de exigências — um conjunto de filtros técnicos, ambientais, reputacionais e regulatórios que passa a funcionar como “alfândega invisível” do século XXI. A Zona Franca de Manaus, que historicamente se construiu como solução nacional para um problema regional, precisa agora se preparar como solução regional para um problema global.