Não teve jeito: mesmo depois de dias de mobilização do Itamaraty nos bastidores da ONU, o Brasil acabou mesmo fora da celebração virtual dos cinco anos...
O Brasil é o último reduto abundante na oferta de produtos florestais e serviços ambientais do planeta. Este potencial permanece deitado em berço esplêndido à espera de uma política robusta de quem queira abraçar a vocação do Manejo Florestal Sustentável-MFS da Amazônia e de REED(*). Trata-se de um formato, parodiando o Mestre Samuel Benchimol, teoricamente viável, ambientalmente sustentável, economicamente lucrativo e socialmente promissor. E quando se fala que esta modelagem de negócios é ambientalmente sustentável isso significa que conserva e, mais do que isso, robustece os parâmetros florestais. Quem diz isso é a ONU, certamente inspirada e baseada num dos mais respeitados pesquisadores em Ciências Florestais de seus quadros e do planeta: NiroHiguchi. Nessa entrevista, ele comenta os equívocos, anota oportunidades perdidas, prevê que o Brasil não vai cumprir compromissos do Acordo do Clima e sugere algumas pistas legais para que a evolução do desenvolvimento sustentável aconteça. Confira!
Trechos da floresta amazônica podem estar sob condições climáticas que vão além de sua capacidade de adaptação. Maiores taxas de mortalidade tem sido registradas para espécies susceptíveis à seca nesses trechos, alterando a estrutura da floresta, apontou estudo publicado no jornal ‘Nature Communications‘.
Apesar do discurso de sustentabilidade, a União Européia deixou de fora do acordo um aspecto fundamental. A vida cotidiana do bloco se sustenta em parte sobre importações. Parcelas relevantes de produtos agrícolas consumidos na Europa são provenientes de outros países.
Estudo mostra que florestas africanas passaram a emitir carbono, elevando riscos climáticos e reforçando alerta para a preservação das florestas tropicais.