A visita de executivos das maiores montadoras chinesas revela mais do que novas oportunidades de investimento. Ela indica que a reorganização da economia mundial...
"Num sítio modesto, uma dúzia de galinhas virou caso administrativo. A Via Crucis começa no galinheiro e passa por escrituras, licenças e carimbos. No...
O avanço da sociobioeconomia na Amazônia ganhou uma nova ferramenta estratégica. O Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia, o Idesam, atualizou o Painel Redes da Sociobiodiversidade, plataforma...
Se quisermos enfrentar o embaraço — e não apenas descrevê-lo — política pública e estratégia empresarial precisam parar de operar como mundos paralelos. Adensamento não nasce de edital genérico nem de seminário bem-intencionado. Nasce de coordenação, foco e escolhas duras.
A legalização do cânhamo industrial não deve repetir os vícios de cadeias predatórias: concentração de terras, apagamento de saberes locais, exportação de matéria-prima sem valor agregado. Ao contrário, deve inspirar uma nova economia: da floresta que cura, da ciência que emancipa, da produção que regenera.
A mobilização das entidades do Amazonas para trazer os atores federais ao debate logístico merece ser reconhecida. Durante muito tempo, a navegação amazônica foi tratada em Brasília como uma facilidade concedida pela geografia: rios largos, extensos e aparentemente inesgotáveis dispensariam a disciplina de planejamento reservada às rodovias, ferrovias e portos. As secas de 2023 e 2024 expuseram o preço dessa ilusão. A presença recente do Ministério de Portos e Aeroportos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e do DNIT abre uma oportunidade que a região não deve desperdiçar. Para aproveitá-la, será preciso qualificar o debate e distinguir uma obra necessária em certos pontos de uma política capaz de organizar todo o sistema.