Nesse contexto, perde o sentido a querela política para fazer valer o expediente constitucional e o legítimo anseio da Amazônia em resguardar o acesso a um novo padrão de desenvolvimento e sua inserção no sumário de uma nova civilização brasileira.
O lançamento do edital ocorre após a autorização da publicização das atividades de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação voltadas a negócios na área de bioeconomia do CBA, ocorrida em meados de março.
Um dos mais importantes precursores do movimento da indústria 4.0 no Polo Industrial de Manaus, o pesquisador Sandro Breval(*), pós-doutor em Inovação Tecnológica, e um dos fundadores do portal Brasil Amazônia Agora, é um dos mais qualificados cérebros da Quarta Revolução que se apresenta no Amazonas. Integrante da organização da EXPOAMAZÔNIA BIO&TIC 2022, em junho próximo, ele prevê que “será um divisor de águas, a partir de nós mesmos, pelos conhecimentos e oportunidades que estaremos partilhando e sacramentando. O Brasil deixará de nos olhar apenas como seu fornecedor de receitas. Temos mais do que tributos para oferecer. Será que Brasília nos vê como pobres tecnologicamente e nos enxerga muito distantes para acessar parcerias? Longe é a China, a Amazônia está mais perto do que nunca, em busca apenas de conexão e interoperabilidade, para expansão de sua maturidade em amplos significados, direções e contribuições que podemos oferecer”.
A partir da programação proposta para o evento e que será apresentada no seu lançamento oficial, a ExpoAmazônia visa a alcançar milhares de atores locais para discutir sobre qual foco se pretende para o Polo de Bioeconomia amazônica e quais estratégias para o seu desenvolvimento. Da mesma forma, o evento tem por objetivo apresentar para a sociedade as duas matrizes econômicas viáveis para a região, em complemento às atividades do Polo Industrial de Manaus (PIM). Além disso, espera-se apoiar startups na mentoria e apresentação de seus negócios para investidores potenciais, bem como prospectar negócios e atrair estudantes e profissionais para o mercado de tecnologia.
A chamada Elos da Amazônia tem como propósito encontrar e reconhecer soluções para as cadeias produtivas da sociobiodiversidade amazônica. Nesta edição, buscamos soluções nas cadeias produtivas da castanha-do-Brasil e óleos vegetais