Ex-ministro do Meio Ambiente do governo Bolsonaro, Ricardo Salles é acusado de participação em esquema de contrabando e obstrução da fiscalização ambiental. Junto a ele, Eduardo Bim, ex-presidente do Ibama, e mais pessoas também viraram réu.
Saraiva foi superintendente da Polícia Federal no Amazonas, e foi transferido para o Rio de Janeiro em 2021, depois de denunciar o então ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, por proteger madeireiros ilegais. O delegado coordenou a Operação Handroanthus, que fez a maior apreensão de madeira da história na Amazônia.
Na postagem, Saraiva diz: “eu avisei que 2022 não ia ser um ano fácil para Amazônia”. E continua o texto afirmando que “como se não bastassem os senadores Telmario Mota (RR), Mecias de Jesus (RR), Zequinha Marinho (PA), Jorginho de Mello (SC), etc, agora a bancada de satanás pode ganhar um importante reforço”, finaliza a postagem.
Dois mil e vinte e um foi um ano no qual todas as previsões dos cientistas sobre os impactos do aquecimento global desfilaram num compacto aterrorizante diante dos olhos da humanidade. Num intervalo de poucos meses, vimos seca extrema no Brasil, incêndios no Mediterrâneo, calor de 50 graus no Canadá, um ano de chuva caindo em uma semana na China e enchentes devastadoras na porção mais rica do mundo. A cidade de Madri teve em janeiro sua maior nevasca e em agosto sua maior temperatura já medida. E isso porque foi ano de La Niña, quando em tese o planeta inteiro resfria.
Com a entrega do cargo, Salles perdeu foro privilegiado e por isso o inquérito não ficará mais sob supervisão do STF. Ex-ministro é investigado por dificultar investigação policial
Após pedido de exoneração feito pelo próprio ministro, o presidente Jair Bolsonaro efetua o fim de sua gestão. A medida foi publicada em uma edição extra do Diário Oficial da União.
Entre a ciência e a incerteza, os sinais de que a floresta pode estar deixando de ser aliada do clima exigem mais do que medições: exigem discernimento político.