As causas da seca extrema do Pantanal

Entre 2019 e 2020, o Pantanal enfrentou a pior seca registrada nos últimos 50 anos.

Pesquisadores do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) identificaram as principais causas meteorológicas do fenômeno e descreveram o seu impacto na redução dos níveis do rio Paraguai, o maior da região (Frontiers in Water, 23 de fevereiro).

“A falta de chuvas durante os verões de 2019 e 2020 no Pantanal está relacionada com a redução do transporte de ar quente e úmido do verão da Amazônia para a região”, disse Carlos Marengo, coordenador do Cemaden, à Agência FAPESP.

O surgimento de uma zona de alta pressão sobre o Centro-Oeste brasileiro teria impedido a chegada de umidade vinda da Amazônia e aumentado as temperaturas do verão pantaneiro. A estiagem prolongada elevou o risco de incêndios causados por descontrole de queimadas para a abertura de pastos para a pecuária.

Fonte: Revista FAPESP

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

Setor produtivo apresenta a Lula e Flávio uma agenda de compromissos com o Amazonas

Cartas de oito entidades cobram preservação da Zona Franca, segurança para investir, infraestrutura e oportunidades no interior, com manifestação expressa dos candidatos e plano de encaminhamento nos primeiros cem dias de governo

Flávio Bolsonaro apoiou ao menos 17 iniciativas contra proteção ambiental, aponta levantamento

Flávio Bolsonaro propôs ou apoiou ao menos 17 iniciativas contra a proteção ambiental desde 2019, aponta levantamento do Observatório do Clima.

Entre a sakura e o pau-d’arco, uma história de acolhimento

"Nos 50 anos da Honda em Manaus, a contratação...