Área monitorada pelo Deter Intenso deve duplicar em dois anos

Foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira (10) um Termo de Execução Descentralizada (TED) entre o Ibama e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) que tem como objetivo ampliar o programa de geração de alertas de desmatamento e queimadas do INPE em áreas prioritárias, chamado de Deter Intenso.

Termo de Execução Descentralizada (TED) é o instrumento utilizado pelo Governo Federal para manejar recursos já existentes entre seus diferentes órgãos ou entidades. Segundo o TED publicado hoje, o Ibama fará o aporte de R$ 135 mil mensais – R$ 1,6 milhão/ano – ao INPE para “a ampliação, aperfeiçoamento e manutenção conjuntas das Metodologias e Programas afetos às detecções do Desmatamento e Incêndios Floreais (DETER Intenso, DETER Intenso SAR e CIMAN Virtual)”.

“O DETER Intenso é fruto da interação entre a equipe do Programa de Monitoramento do INPE, e da equipe do CIMAN do IBAMA. Hoje nós monitoramos 485.000 km2 dentro do DETER Intenso, nossa meta é chegar em 2 anos a 1.000.000 km2, de maneira a cobrir todas as áreas com maior relevância no desmatamento, e pra esse aumento, o IBAMA está aportando esse recurso para o INPE”, explicou a ((o))eco o coordenador do Programa de Monitoramento da Amazônia e Demais Biomas do INPE, Cláudio Almeida.

Além da chegada de recursos, Almeida também celebra o aprimoramento na interação entre os dois órgãos. “Para além do dinheiro, que é super importante, acho que o que é muito relevante é o trabalho conjunto, para aprimorar o monitoramento”, diz.

Em 2020, o orçamento destinado ao INPE para a manutenção dos programas Prodes, Deter, e Queimadas foi de R$ 3,2 milhões, valor 50% melhor em comparação aos investimentos feitos em 2013, quando o Instituto recebeu os maiores aportes para tais ações. Em 2021, o orçamento destinado pelo Governo Federal para esses programas será de R$ 2,7 milhões, uma queda de 15% em relação à dotação atual.

A situação orçamentária do Ibama também não é boa. Em 2021, o Governo Federal pretende aportar R$ 210 milhões para as despesas discricionárias do órgão – despesas não-obrigatórias, como ações de fiscalização. O valor é cerca de 20% menor do que o aprovado na Lei Orçamentária para 2020.

((o))eco entrou em contato com o Ministério do Meio Ambiente e com o Ibama para saber de onde o orçamento previsto no TED virá, mas não obteve resposta até o fechamento da matéria.

Fonte: O Eco

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

Embrapa investiga como mudar a digestão do gado para reduzir emissões de metano 

Embrapa identifica alvos na microbiota do gado Nelore que podem ajudar a reduzir emissões de metano e melhorar a eficiência alimentar.

Lula assina decreto que põe minerais críticos no Brasil em ordem de prioridade

Lula define três níveis de prioridade para minerais críticos no Brasil, com critérios de abastecimento, relevância econômica e impacto ambiental.

Desastre de Mariana completa 11 anos com registros de peixes com tumores e deformidades

Onze anos após o desastre de Mariana, monitoramento registra tumores e deformidades em peixes, apesar da redução da contaminação.