Aquecimento e perda de gelo aceleram expansão de vegetação nativa na Antártica

Na última década, o aumento das temperaturas na Antártica e a redução da cobertura de gelo fizeram com que a vegetação se espalhasse com rapidez em algumas regiões, conforme estudo realizado por um grupo de cientistas nas ilhas Signy e Órcades do Sul. O estudo foi publicado na Current Biology e comentado na DW e no The Guardian.

O fator primário dessas mudanças é o aquecimento do ar durante o verão, e o secundário é a redução da população de focas nas ilhas. O motivo da diminuição do número desses animais, que costumam se deslocar sobre essas plantas e esmagá-las, é desconhecido, mas estaria provavelmente associado a mudanças na disponibilidade de alimentos e nas condições do mar.

Em tempo: O The Independent informa sobre nova pesquisa publicada na Nature que releva que o agravamento da crise climática está tendo um impacto acelerado nas costas do Ártico, com cada vez mais terras perdidas para o mar à medida que o permafrost (a camada do solo permanentemente congelada) derrete.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

Manaus, a cidade no coração da floresta que desaprendeu a respirar

Fumaça volta a cobrir a capital, expõe crianças e...

Trump já está interferindo na eleição brasileira?

“Da pressão sobre o STF às articulações bolsonaristas em...

O rio além da draga – PARTE I – Coluna Follow-Up

A mobilização das entidades do Amazonas para trazer os atores federais ao debate logístico merece ser reconhecida. Durante muito tempo, a navegação amazônica foi tratada em Brasília como uma facilidade concedida pela geografia: rios largos, extensos e aparentemente inesgotáveis dispensariam a disciplina de planejamento reservada às rodovias, ferrovias e portos. As secas de 2023 e 2024 expuseram o preço dessa ilusão. A presença recente do Ministério de Portos e Aeroportos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e do DNIT abre uma oportunidade que a região não deve desperdiçar. Para aproveitá-la, será preciso qualificar o debate e distinguir uma obra necessária em certos pontos de uma política capaz de organizar todo o sistema.

Terra Indígena Apyterewa: desmatamento caiu de 102 km² para 7,5 km² após a retirada de invasores

Terra Indígena Apyterewa reduz o desmatamento após desintrusão, mas ameaças e risco de novas invasões ainda preocupam o povo Parakanã.