As Amazonas do ESG: tecendo o futuro na floresta em pé


“O maior conglomerado de sustentabilidade da América Latina não está sendo desenhado em gabinetes distantes. Está sendo tecido, passo a passo, com protagonismo e generosidade, por quem vive e constrói a Amazônia todos os dias. E é impossível não reconhecer: são elas que estão puxando e tecendo esse fio na construção da Amazonas do ESG”

Peço licença para inaugurar este artigo com um gesto simbólico: ativar um reconhecimento cacheado de aplausos e vibração. Aplausos por tudo o que já conquistamos. Vibração pelo que está por vir — e que já se insinua em passos firmes. O II Fórum ESG da Amazônia foi mais do que um encontro de boas práticas. Foi um marco de transformação — sobretudo porque revelou, com clareza e emoção, a força silenciosa e revolucionária das mulheres que vêm liderando esse processo.

Carrego comigo 13 anos de colaboração com o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM). São anos de escuta, diálogo e construção coletiva, sempre com as melhores referências de convivência e compromisso. Mas é preciso dizer, com todas as letras: a presença cada vez mais significativa das mulheres no cotidiano da entidade mudou tudo. E mudou para melhor.

A realização do segundo fórum nos aproximou de fatos que misturam encantamento e consciência. Emoção genuína. Gratidão com atitude — ou, como gosto de dizer, Gratitude. Porque ver essas mulheres em ação é assistir a uma aula viva de liderança, sensibilidade e técnica. Elas nos ensinam a fazer ESG não como fórmula, mas como cultura. Não como moda, mas como vocação.

AMAZONAS DO ESG
Mulheres Amazonas

Discutimos, sim, o que é urgente: a equidade de gênero, a violência ainda presente nas relações de trabalho e de poder, a diversidade como fonte de inovação, as práticas que reduzem emissões e aumentam valor. Mas fomos além. Falamos do ambiente de trabalho como espaço de acolhimento, onde produtividade e bem-estar caminham juntos porque a pessoa humana — e não apenas os processos — está no centro da estratégia.

A tecnologia digital e a inteligência artificial, que avançam em ritmo exponencial, agora dialogam com uma outra tecnologia, talvez mais antiga, mas cada vez mais necessária: a tecnologia social. É essa que desperta habilidades, reforça identidades e gera pertencimento. Que move, na primeira pessoa do plural, uma revolução silenciosa e concreta.

É nesse espírito que nasce o Selo ZFM ESG. Um símbolo, sim, mas também uma diretriz. Ele aponta para o que já está em construção no coração da maior floresta tropical do planeta: um modelo de desenvolvimento onde ecologia e economia não se opõem — se acompanham. Onde a gestão se faz com empatia e inteligência coletiva. E onde as mulheres, verdadeiras Amazonas desse novo tempo, lideram com firmeza, sem abrir mão do cuidado.

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Há 22 anos, Régia assumiu o cargo de diretora residente de uma indústria gráfica no Polo Industrial de Manaus. — Foto: Rede Amazônica

O maior conglomerado de sustentabilidade da América Latina não está sendo desenhado em gabinetes distantes. Está sendo tecido, passo a passo, com protagonismo e generosidade, por quem vive e constrói a Amazônia todos os dias. E é impossível não reconhecer: são elas que estão puxando e tecendo esse fio


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Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal Brasil Amazônia Agora

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